Time em homenagem a Seu Madruga entra na elite nacional e quer erguer arena

Por Demétrio Vecchioli

• Araçatuba | PR

Crédito: Divulgação - Equipe do Real Madruga posa em frente ao ônibus do time

Há algum tempo, o UOL Esporte brincou que o Real Madruga merecia um troféu só pelo nome. Mal sabíamos que, três anos depois, o time que nasceu como uma brincadeira entre amigos em um bairro de Araçatuba (SP) estaria levando o nome do mais carismático personagem de Chaves para a elite do futsal. Os sonhos não são poucos e até a construção de uma arena e de um centro de treinamento estão no horizonte. Quando a ideia do Real Madruga surgiu, numa reunião entre amigos em março de 2015, ninguém pensou que o time merecia um troféu. Era só um grupo de amigos pensando no nome de uma equipe para jogar amistosos de "mini-futebol" — nome local para o "futebol society" ou, oficialmente, o "futebol de 7".


"O nome é uma sátira entre o Real Madrid e o Seu Madruga. Na época, o Real era o time do Cristiano Ronaldo tudo mais, e o Chaves era o personagem do Chaves que eu mais gostava, a maioria dos meus amigos também. A gente tinha bonequinho do Seu Madruga. Era para ser um time de final de semana", conta Bruno Yoshiy, hoje o presidente da Associação Desportiva Real Madruga Araçatuba.


O time de pelada não era tão ruim como os próprios fundadores imaginavam. O Real Madruga venceu o primeiro torneio que disputou e recebeu o convite para jogar uma competição de futsal numa cidade próxima, Penápolis. Ficou em terceiro. Bruno foi atrás da prefeitura e ouviu que, se fosse montado um time, o Madruga poderia representar a cidade na Copa TV TEM, tradicional disputa entre cidades no interior.


A coisa foi ficando séria. "Araçatuba tem longa história com futsal. Aqui começaram Lenísio, Vinícius, Rodrigo. Quando a gente começou a ganhar, a cidade veio com a gente", conta Bruno, que logo aposentou a chuteira e virou dirigente, assumindo a presidência do clube, que precisou ser registrado oficialmente para poder jogar o Campeonato Paulista de 2018. E, surpresa: o Madruga foi campeão.

Crédito: Reprodução - Logo do clube

Tudo bem que, por uma série de questões políticas, os principais clubes do estado não jogaram o Campeonato Paulista, mas o título credenciou o Madruga para o maior momento de sua história (até agora): um jogo em campo neutro, em Sorocaba, contra o Corinthians. O time da capital venceu fácil, 6 a 1, mas o do interior ganhou projeção e seu primeiro patrocinador, que garante uma pequena bolsa auxílio aos 15 jogadores do elenco, e um novo escudo, que deixou de ter o rosto do Seu Madruga.


O melhor ainda está por vir. O Real Madruga acabou ganhando direito de disputar a Copa do Brasil de 2020, competição nacional chancelada pela CBFS. O problema (ou seria motivo de orgulho?) é que o duelo de primeira fase será contra o Pato, do Paraná, atual bicampeão da Liga Futsal. "Nada é impossível, mas a derrota é muito aceitável. Só de estar jogando com um time desse porte, já é um sonho para todo mundo que vai jogar, para a cidade. O Pato vir aqui jogar vai ser uma coisa sensacional", diz Bruno.


O clube tem planos ambiciosos. A associação por trás do Real Madruga está prestes a ganhar da prefeitura a concessão de um terreno onde, se tudo der certo, será construído um complexo esportivo com piscina, campo de mini-futebol e uma arena. A Câmara Municipal já aprovou a transferência do terreno, mas os documentos ainda não foram assinados.

Crédito: Reprodução

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