Projetos de expansão com nova arena e até reality show; como time de futsal sobrevive sem Falcão

Por Henrique Munhos • Sorocaba | SP


Presidente do clube de Sorocaba (Felipe Drommond) explica o trabalho feito para superar as dificuldades desde a saída de Falcão das quadras e até o período atual de pandemia


Futsal e Falcão, Falcão e futsal. Duas coisas que dificilmente andaram separadas nos últimos anos no Brasil. Porém, o astro se aposentou há mais de um ano e o Magnus sobreviveu bem, sendo campeão mundial pela terceira vez, mantendo patrocinadores, planejando e executando projetos de expansão e até sendo ‘palco’ de um reality show transmitido durante a pandemia do coronavírus.

“A única coisa que perdemos (sem Falcão) foi 25% da média anual de público. Porém a receita dos patrocinadores segue a mesma e o crescimento nas mídias sociais ficou ainda maior com a nossa aproximação dos youtubers”, contou Felipe Drommond, presidente do time e criador do projeto que trouxe Falcão para sua cidade natal nos últimos anos de carreira.

Quando fala em youtubers, o mais ‘engajado’ com a equipe é Fred, do canal Desimpedidos. O jornalista é protagonista de uma série no Youtube como jogador profissional do Magnus, passando a realidade da profissão e as dificuldades que teve de janeiro a março deste ano. Os números das redes sociais do Magnus, mesmo antes dessa série, eram superiores ao da Liga Nacional de Futsal, maior competição da modalidade no país. Com a série, a ideia é se aproximar do público jovem e manter esse interesse dos fãs mesmo sem ter Falcão dentro de quadra.



Magnus foi tricampeão mundial de futsal em 2019

“O projeto (da equipe) foi criado como uma plataforma de comunicação, que entregava o Falcão como atleta e garoto propaganda para as marcas parceiras. Com a sua parada, seguirmos o mesmo modelo, mas obviamente os valores que eram destinadas para a imagem do Falcão seguiram aportando diretamente para ele. O projeto foi estrutura desde o início justamente para isso, uma sólida plataforma de comunicação para que nem Falcão e nem equipe perdessem receitas com a sua aposentadoria. E deu tudo certo”, ressaltou Drommond.


Nessa pandemia, o time não teve nenhuma demissão, com 15% de redução salarial do elenco e comissão técnica. Agora, além de brigar pelos títulos, a ideia de expansão do time sorocabano consiste em uma nova arena na cidade (hoje eles jogam em um ginásio cedido pela prefeitura e querem algo próprio para explorarem com camarotes, espaços comerciais e shows, entre outros), rede de escolinhas, tv oficial do clube, loja e programa oficial de sócio torcedor.


“O maior objetivo do Magnus é tornar-se a primeira equipe da América Latina, fora do futebol, a tornar-se autossustentável. Ou seja, possuir uma receita própria capaz de manter a estrutura da equipe nas principais competições de nível nacional internacional”,

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