Na coluna “Saúde do Atleta” – As diferenças entre atletas homens e mulheres

Por Fom Conradi

• Lages | SC

Crédito: Fom Conradi

Há muito tempo se discute se há possibilidade de as mulheres conseguirem suplantar os homens na performance esportiva em competições nas suas mais variadas modalidades. Não é questão de querer comparar, menosprezar a performance feminina ou fazer uma discussão sexista sobre o tema, mas sim uma questão de conhecer e entender as diferenças anatômicas e fisiológicas que encontramos nas mulheres e homens.


Quando falamos em anatomia, vemos que nas mulheres, encontramos um quadril mais largo, joelhos em valgo e os pés mais pronados além de uma maior hipermobilidade articular de todas as articulações quando comparados aos homens. Diante disto temos as mulheres com maior risco de lesões ligamentares de joelho (Quatro vezes mais Lesão do Ligamento Cruzado Anterior) e tornozelo (duas vezes mais) mas, em contrapartida, um melhor desempenho nos esportes que necessitam uma maior flexibilidade, como na ginástica artística, por conta da sua hipermobilidade articular.


Em relação as diferenças fisiológicas as mulheres apresentam hormônios diferentes que o encontrado nos homens. Nelas temos os estrógenos e os progestágenos. Nos homens a testosterona.


A testosterona é responsável pelas características sexuais masculinas com um desenvolvimento maior da musculatura (inclusive cardíaco) e um acúmulo menor de gordura.


A progesterona e os estrógenos são os responsáveis pelo ciclo menstrual. Essa ação hormonal, nos diferentes tecidos, nos faz observar que as mulheres são mais baixas, tem menor peso total, menor peso magro e um maior peso graxo. Também a diminuição de seus valores, que acontecem no momento da menopausa, faz com que as mulheres tenham uma perda (2% ao ano) da massa óssea a partir do início dela.


Na prática, em função desta ação hormonal, as mulheres tem uma menor quantidade de hemácias (células que carreiam o oxigênio), menor quantidade muscular (70% do que o homem) levando há, fisiologicamente, terem menor força muscular, menor capacidade cardiopulmonar, um menor gasto energético (queima menor de calorias). Como consequência necessitam de um menor volume alimentar. Inclusive, nas mulheres atletas, há necessidade de monitorar e controlar de perto a ingestão alimentar de energia e nutrientes, já que além do aporte energético para suprir as necessidades esportivas e da vida diária há também as reprodutivas.


Entender estas diferenças todas faz com que não devamos nos preocupar em se há ou não possibilidade de suplantação de um sexo em relação ao outro. Devemos entender as características e particularidades de cada um para programar a atividade física, treino, competição, acompanhamento de saúde, para que cada um, masculino ou feminino, de uma forma individualizada, para que ele ou ela consiga, atingir seus objetivos esportivos, sem tecermos comparações entre ambos.


Sobre o colunista


Especialista em Cirurgia do Joelho em Lyon/França e Médico de Equipe pelo Futbol Club Barcelona, Volnei tem 51 anos e é Natural de Ibirubá (RS). Desde 1997 mora em Lages. Atualmente é médico do Leoas da Serra, time de Futsal Feminino de Lages, e também médico da Seleção Brasileira de Futsal Feminino. Professor do curso de Medicina na Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), Volnei também atua na CLINITRAUMA Ortopedia e Traumatologia, em Lages.

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