Jô no futsal do Corinthians

Por Agência Corinthians • São Paulo | SP


Na última semana, foi anunciado o retorno do atacante Jô ao Corinthians. Com 33 anos, João Alves de Assis Silva tem uma relação íntima com o clube do Parque São Jorge. Antes de se tornar o atleta mais novo a atuar pelo profissional do Timão, com apenas 16 anos, passou pela formação do futsal alvinegro.


Crédito: Agencia Corinthians - Antes de chegar ao profissional de campo do clube, Jô passou pelo futsal

Entrevistamos Jô e falamos com seu pai, Dario, para saber mais detalhes da sua trajetória nas quadras, confira:


SCCP: Quando você começou no futsal do Corinthians?

Jô: “Eu iniciei no futsal num time chamado Levai da Vila Maria, fiquei só um ano lá e o Corinthians me observou e como eu já estava no campo me convidaram para o futsal. Eu comecei a jogar campo em 1996, minha ida para o futsal foi em 1997, 1998, mais ou menos”.


Dario nos conta que o Corinthians marcou um amistoso com o Levai para ver como Jô atuava nas quadras e se seria bom levá-lo também para o futsal. O jogo terminou 5 a 5, Jô anotou quatro gols pelo Levai e a partir deste dia foi incorporado ao futsal corinthiano, onde permaneceu até 2001/2002.


SCCP: Que lembranças você tem deste período?

Jô: “Só tenho boas recordações. Só coisa boa, uma foto minha que saiu agora quando anunciou o meu retorno foi do meu primeiro título com o Corinthians. No começo era legal, divertido, depois as coisas foram ganhando corpo e fui gostando cada vez mais”.


Já treinando na base do campo, Jô começou a ficar cada vez mais tempo dentro do Parque São Jorge. Segundo seu pai, depois da escola ia para o Tatuapé e lá ficava o dia inteiro, treinando campo durante a manhã e futsal pela tarde.


SCCP: Quais títulos conquistou pelo futsal?

Jô:“Graças a Deus fui vitorioso. Ganhei o metropolitano, o estadual, fui artilheiro dos dois campeonatos… acho que ganhei uns quatro títulos. Meu pai tem essa galeria toda na casa dele, talvez ele possa mostrar um dia para vocês a galeria de troféus do futsal”.


Dario não estava em sua casa para nos mostrar a galeria de troféus, mas nos confirma que Jô ganhou e foi artilheiro de todos os torneios que disputou pelo futsal alvinegro. Inclusive quando já não atuava tanto pelo futsal, permanecia inscrito para poder atuar em jogos decisivos.


SCCP: O que mais gostava nas quadras?

Jô: “Eu gostava das quadras porque eu conseguia me divertir bastante. Óbvio que você consegue fazer mais gols e fazer gol sempre é gostoso. Foi maravilhoso, consegui disfrutar bem do futsal, aproveitar cada momento”.


Segundo Dario, Jô chegou a anotar 60 gols em um único ano, anotando 30 tentos em cada semestre. Também nos conta que o jogador era apaixonado pela atmosfera dos ginásios, chegando a ter dúvidas de qual modalidade gostaria de seguir carreira.


SCCP: No que o futsal te ajudou em sua transição e posteriormente na carreira?

Jô: “O futsal ajuda muito. Os jogadores do campo que jogaram futsal sabem o quanto ajuda. O quanto você precisa raciocinar rápido, usar bem o corpo. Posteriormente para mim foi ótimo porque a minha função de fazer o pivô, ajeitar para os companheiros e obviamente ser o finalizador, tudo isso eu trouxe do futsal, onde pude desenvolver bem”.


Jô sempre foi canhoto, mas o futsal o ensinou e aperfeiçoou sua perna direita. Apesar de ter o costume do bico na modalidade da bola pesada, Dario nos conta que o atacante chutava muito de peito de pé. Em uma partida, o marcador ia sempre fechar a perna esquerda, mas Jô dava o corte e marcou vários gols com o pé direito.


Dario completa lembrando do que a mãe de um atleta adversário disse para ele após a partida: “Nós treinamos a semana inteira para parar a perna esquerda de seu filho e ele aparece aqui chutando com a direita”.


SCCP: Que mensagem você envia para os jovens que estão jogando na base do futsal corinthiano?

Jô: “Deixo uma mensagem positiva porque eu fui muito feliz jogando futsal. O que eu pude aprender no futsal e levar para o campo na minha carreira eu tive êxito. Sigam treinando. Caso não consigam seguir para o campo permaneçam no futsal, tenho amigos que tiveram sucesso no futsal, é um esporte maravilhoso, prazeroso de se jogar”.

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