Especial futsal feminino: conheça a história da equipe Taboão Magnus - Rainhas do Drible

Por Bianca Ramos - Rainhas do Drible

• Itanhaém | SP


De equipe pequena e sem apoiadores para referência no futsal feminino. Hoje, elas levam no nome uma das maiores marcas do país. Conheça a brilhante história do time de Taboão da Serra.


A terceira equipe escolhida para dar sequência a essa semana de matérias contando a história de equipes de futsal feminino do Brasil é o Taboão Magnus. Um time que começou pequeno, sem apoiadores, mas com o sonho de tornar-se referência no país.


Com uma gestão séria, comprometida e que acreditou nesse sonho, a equipe de Taboão da Serra estampa hoje em seu nome uma das maiores marcas do país, coleciona títulos e, recentemente, foi indicada ao prêmio de melhor equipe do mundo.


Conheça aqui a sua trajetória.


O início no futsal feminino

A equipe do Taboão começou em 2009 e ainda não tinha a marca da patrocinadora máster, a Magnus, em seu nome. “Começamos de uma maneira simples, com pouca estrutura e apenas com meninas da cidade. Desde o nosso início, fomos evoluindo a cada ano”, disse Priscila Silva, gestora do Taboão Magnus.


Ainda que com pouca estrutura, segundo Priscila, o time foi evoluindo a cada ano. “Começamos com a categoria adulta, entre 10 e 12 meninas participantes. Hoje, trabalhamos com aproximadamente 120 alunas/atletas e colecionamos vários títulos regionais, estaduais e nacionais”, contou ao Rainhas do Drible.


Para a gestora, a principal dificuldade no começo era conseguir patrocínio e mostrar para o futuro colaborador que valia a pena acreditar no projeto. “A estrutura principal da equipe é mantida pela prefeitura, e os colaboradores entram para somar. A grande maioria em forma de permuta, bolsas de estudos, produtos e atendimento”, acrescentou.

O Taboão Magnus vem conquistando uma representatividade muito grande no cenário do futsal. No ano passado, a técnica Cris Souza concorreu ao prêmio de melhor técnica do mundo, junto com as atletas Luana Moura e Andrea Pão, indicadas a melhores jogadoras. A goleira Flavi Nascimento, também da equipe, concorreu ao prêmio de melhor da sua posição.


"É gratificante e nos deixa muito felizes. É o reconhecimento de todo um trabalho realizado ao longo dos anos. Mas a responsabilidade também é grande. Precisamos estar sempre em constante evolução e sonhamos um dia com um futsal melhor, com mais meninas praticando em todo o país, mais equipes profissionais e de qualidade”, disse Priscila Silva.

O Taboão Magnus também concorreu ao prêmio de melhor time do mundo, sendo o único feminino da disputa. Apesar de nunca terem imaginado chegar tão longe e tornarem-se o que são hoje, a gestora conta que a equipe taboense sempre teve como foco ser um dos melhores projetos do país.


Segundo ela, a cidade de Taboão da Serra é apaixonada pelo futsal feminino e todo os jogos da equipe são com o ginásio lotado. “Eles acompanham tudo pelas redes sociais e pessoalmente”. Priscila finaliza a fala definindo os moradores da cidade como “torcedores presentes”.


"Hoje, todas as competições estaduais e nacionais são financiadas pelas próprias equipes participantes. Além disso, temos que pagar taxas altíssimas às entidades para participar”, explicou.

Além disso, a gestora analisa que falta entendimento por parte dos clubes. “O futsal feminino tem que ser tratado como profissional, desde a gestão até as atletas. Valorizar os profissionais”. Ela também usa de exemplo o futebol feminino, onde as equipes vêm se estruturando e com uma gestão profissional. “Atletas valorizadas, comissão multidisciplinar. Precisar ter esse comprometimento com a modalidade”, concluiu ela.


"Infelizmente, nos dias de hoje, o esporte feminino ainda sofre muito preconceito. Vivemos em uma sociedade preconceituosa, machista e isso interfere diretamente no desenvolvimento das categorias femininas”.

Priscila Silva analisa o futsal como uma modalidade que tem muito para apresentar e que precisa de mais visibilidade, entre internet, rádio, TV, entre outros. Porém, diz que as equipes também precisam estar prontas para mostrar ao publico um produto de qualidade.


“Jogos atrativos, com qualidade técnica e tática. Se não, acabaremos como o campo feminino, que infelizmente é muito criticado quando tem jogos televisionados, e isso atrapalha ainda mais o crescimento da modalidade”, acrescentou ela.


A gestora também analisou as equipes de futsal feminino no Brasil. Para ela, se levarmos em consideração o tamanho do país, ainda faltam ter mais equipes competitivas, e isso só não acontece por falta de gestão e comprometimento. “O Brasil tem potencial para ter muitas equipes de ponta”.


O Taboão Magnus conta com a equipe adulta, avaliada por Priscila como o “carro chefe” do projeto. Elas também contam com a categoria de base do sub-11 ao sub-20 e com os centros de formação I e II, que são as escolinhas. “Somos uma equipe multidisciplinar para atender todas as categorias”, disse Priscila.

Crédito: Arquivo Pessoal - Melhores do ano de 2019 todas as atletas do projeto oram premiadas com a medalha de gratidão

“O Taboão começou bem pequenininho e com grandes sonhos. Hoje, temos um total de 120 meninas envolvidas no projeto e tudo é totalmente gratuito para as atletas”, disse a gestora.


Priscila contou ao Rainhas do Drible sobre a rotina de treino da equipe. O adulto treina de segunda a sexta, três vezes na semana e em dois períodos. Já o sub-20, de 4 a 5 vezes na semana, porém, depende da agenda de jogos. As categorias de base, duas vezes na semana.


A ala Luana Moura tem o Taboão Magnus como o time que abriu as portas para o seu desenvolvimento, junto com os excelentes profissionais que fazem parte da equipe.


“Facilitaram o meu desenvolvimento técnico e físico, além de contar com um ótimo elenco que me possibilitou a disputa de competições importantes, que me fez chegar novamente à Seleção Brasileira e ser indicada a melhor do mundo na temporada passada”, falou a ala da equipe de Taboão da Serra.


"A base é fundamental. Sem o trabalho de base, nenhum esporte tem futuro. É nela que se aprende a perder, a ganhar. Aprende a disciplina do esporte e a se ter respeito”. 

Os principais títulos da equipe são: campeãs brasileiras adulto e sub-17, campeãs paulistas sub-15, 17 e adulto. A equipe taboense disputa todos as competições oficiais do Estado de São Paulo, do sub-13 ao adulto, e as nacionais. “Jogamos o Paulista, jogos regionais, jogos abertos e os brasileiros ”, disse Priscila.


O PATROCÍNIO COM A MARCA MAGNUS

Em março deste ano, o Taboão anunciou parceria com a marca Magnus. Segundo Priscila, a equipe já vinha sendo monitorada pela empresa de alimentos para cães e gatos. “Era um desejo deles ter uma equipe feminina e o nosso maior benefício com a parceria é visibilidade que a força da marca Magnus possui”, disse ela.

Vale ressaltar que a Magnus é uma das maiores incentivadoras do futsal e do esporte como um todo. A marca é patrocinadora máster e dona dos naming rights do Magnus Futsal, patrocinadora do time masculino do Corinthians na modalidade e apoiadora de equipes formadas por atletas com Síndrome de Down e portadores de deficiência visual.


A empresa fechou com o Taboão até 2021 e já montou uma academia completa no ginásio CIE Monte Alegre, para uso exclusivo do time principal e da base. “O patrocínio nos trouxe mais visibilidade, além de nos proporcionar uma melhora na estrutura do clube como um todo, desde academia até na forma do clube se comunicar nas redes sociais”,  disse Luana Moura.


Conversamos com a ala sobre o que ela espera do futuro para o futsal feminino. “Minhas expectativas são ganhar os títulos que vamos disputar e a melhoria da modalidade como um todo. Que nosso esporte possa ter mais estrutura, equipes de ponta, além da tão sonhada visibilidade e mais jogos transmitidos na TV”, concluiu a atleta.

Crédito: Arquivo Pessoal - Luana Moura jogando pela Seleção Brasileira.

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