Boa fase
  CBFS       25/09/2017  

Crédito: Ricardo Artifon/CBFS

A boa fase do pivô Sinoê, do Cresol/Marreco (PR), foi coroada duplamente no último fim de semana. O jogador voltou defender o Brasil nos amistosos diante do Uruguai, na sexta-feira (22/9) e no domingo (24/9). Não bastasse o retorno à Seleção, Sinoê ainda marcou um dos gols na vitória do dia 24, quando os brasileiros golearam por 7 a 1.

Defender a amarelinha não é novidade para o gaúcho. Com boas passagens por equipes como Joinville (SC), Intelli (SP) e Carlos Barbosa (RS), Sinoê teve seu nome incluído com frequência em convocações, mas o fim da temporada de 2015 veio com uma reviravolta na carreira do pivô.

Depois de uma boa temporada, Sinoê recebeu contato do Nagoya Oceans, uma das grandes equipes do futsal japonês, para atuar do outro lado do mundo. Experiente, ele pensou na estabilidade financeira para aceitar a proposta, deixou a família em sua cidade natal - Capão do Leão - e rumou para o oriente.

Dificuldades e volta por cima

A adaptação não saiu como esperado e ele logo resolveu voltar ao Brasil. Porém, a equipe não o liberou sem que houvesse o pagamento da multa rescisória - que girava em torno de 20 mil dólares.

Aos 33 anos, Sinoê se viu na dificuldade de encontrar um clube para voltar a jogar futsal no Brasil. Até que o Marreco viu a grande oportunidade e não deixou passar: apostou na experiência do pivô para ser o homem gol da equipe.

As boas atuações logo apareceram com a camisa do time de Francisco Beltrão. Logo na estreia Sinoê deixou o dele na vitória por 4 a 2 sobre a Intelli. Em 29 jogos o camisa 33 do Marreco marcou 22 gols, tornando-se uma das peças de referência da equipe e chamando a atenção de clubes do exterior - mas dessa vez a opção foi em ficar no Brasil.

"Quando eu estava em uma situação complicada, ninguém me queria. Agora que o Marreco acreditou em mim, não posso abandonar o projeto. Eu fico aqui até o fim do ano, pois tenho contrato. Quando eu fui para o Japão, percebi que a carreira de um atleta não é só dinheiro. É preciso ter um propósito também. E aqui eles acreditaram em mim. Sempre disse que a minha forma de agradecer é dentro de quadra", afirma o pivô.

Homenagem

Gesto que se tornou habitual foi comemoração de Sinoê em quadra. E sempre que faz balança as redes, o pivô ajoelha-se e faz um movimento simulando um arco e flecha para o alto. É uma homenagem a Cláudio Milar, ídolo do Brasil de Pelotas (RS), que faleceu no acidente com o ônibus do clube em 2009. "Eu joguei futebol no sub-17 do Brasil de Pelotas, é o meu clube do coração. Eu tinha uma identificação muito grande com o Cláudio. Então faço essa homenagem para ele e para o clube", pontua.

E apesar do grande início no Marreco, e na volta à Seleção Brasileira, Sinoê destaca que ainda não mostrou todo o seu potencial desde que retornou ao país.

"Minha meta é voltar ao alto nível, mas ainda não cheguei lá. Não vou descansar enquanto não voltar a ser aquele Sinoê da ACBF. Estou muito motivado e me cobro todos os dias para melhorar ainda mais. Estou bem fisicamente, com ritmo de jogo, mas ainda sinto que posso contribuir mais", afirma o jogador.

O pivô será uma das armas do Brasil na Liga Sul-Americana de Futsal. A competição será a primeira oficial do técnico Marquinhos Xavier como treinador da Seleção e terá a cidade de Bogotá, na Colômbia, como sede. A estreia dos brasileiros ocorre quarta-feira (27/9), contra o Peru. Lembrando que este é um torneio novo da Conmebol e que reúne também a equipe Sub-19.

Com informações do Marreco Futsal